Hoje vamos falar sobre Diabetes, você sabe tudo sobre essa doença?

De acordo com a Sociedade Brasileira de Diabetes, existem atualmente, no Brasil, mais de 13 milhões de pessoas vivendo com a doença, o que representa 6,9% da população nacional.

Diabetes Mellitus é uma doença caracterizada pela elevação da glicose no sangue (hiperglicemia). Pode ocorrer devido a defeitos na secreção ou na ação do hormônio insulina, que é produzido no pâncreas, pelas chamadas células beta. A função principal da insulina é promover a entrada de glicose para as células do organismo. A falta da insulina ou um defeito na sua ação resulta, portanto em acúmulo de glicose no sangue, o que chamamos de hiperglicemia.

Classificação do Diabetes

Diabetes Tipo 1 – Eles estão presentes em cerca de 85 a 90% dos casos de diabetes Tipo 1.

Essa forma de diabetes é resultado da destruição das células beta pancreáticas por um processo imunológico, ou seja, pela formação de anticorpos pelo próprio organismo contra as células beta, levando a deficiência de insulina.

Em geral costuma acometer crianças e adultos jovens, mas pode ser desencadeado em qualquer faixa etária.

O quadro clínico mais característico é de um início relativamente rápido, alguns dias até poucos meses de sintomas como: sede constante, diurese (vontade de urinar com frequência), fome excessiva, perda de peso, mudança de humor, náusea, vomito, cansaço e fraqueza.

Diabetes Tipo 2 – Nesta forma de diabetes está incluída a grande maioria dos casos (cerca de 90% dos pacientes diabéticos).

Nesses pacientes, a insulina é produzida pelas células beta pancreática, porém, sua ação está dificultada, caracterizando um quadro de resistência insulínica. Isso vai levar a um aumento da produção de insulina para tentar manter a glicose em níveis normais. Quando isso não é mais possível, surge o diabetes. A instalação do quadro é mais lenta e pode demorar vários para os sintomas aparecerem, os sintomas são: sede constante, diurese, fome excessiva, formigamento nos pés e mãos, infecções frequente na bexiga, rins, pele, feridas que demoram a cicatrizar, dores nas pernas e alterações visuais.

Ao contrário do Diabetes Tipo 1, há geralmente associação com aumento de peso e obesidade, acometendo principalmente adultos a partir dos 50 anos. Observa-se cada vez mais, o desenvolvimento do quadro em adultos jovens e até crianças. Isso se deve, principalmente, pelo aumento do consumo de gorduras e carboidratos aliados à falta de atividade física.

Outros Tipos de Diabetes – Outros tipos de diabetes são bem mais raros e incluem defeitos genéticos da função da célula beta, defeitos genéticos na ação da insulina, doenças do pâncreas (pancreatite, tumores pancreáticos, hemocromatose), outras doenças endócrinas (Síndrome de Cushing, hipertireoidismo, acromegalia) e uso de certos medicamentos.

Diabetes Gestacional – Pode ser transitória ou não e ao término da gravidez, a paciente deve ser investigada e acompanhada. Na maioria das vezes ele é detectado no 3° trimestre da gravidez, através de um teste de sobrecarga de glicose. As gestantes que tiverem história prévia de diabetes gestacional, de perdas fetais, má formações fetais, hipertensão arterial, obesidade ou história familiar de diabetes não deve esperar o 3º trimestre para serem testadas, já que sua chance de desenvolverem a doença é maior.

Fatores de risco

Diabetes Tipo 1: Existe uma influência genética, ter um parente próximo com a doença aumenta consideravelmente as chances de você ter também. Mas ainda não há pesquisa conclusivas sobre os fatores de risco para o Diabetes Tipo 1.

Diabetes Tipo 2

Diagnóstico de pré-diabetes (diminuição da tolerância à glicose ou glicose de jejum alterada), pressão alta, colesterol alto ou alterações na taxa de triglicérides no sangue, estar acima do peso – principalmente se a gordura estiver concentrada em volta da cintura, fator genético, ter alguma outra condição de saúde que pode estar associada ao diabetes, como a doença renal crônica, síndrome de ovários policísticos, distúrbios psiquiátricos, como esquizofrenia, depressão e transtorno bipolar.

Tratamento

Diabetes Tipo 1: precisam de injeções diárias de insulina para manter a glicose no sangue em valores considerados normais. Alguns médicos solicitam medicamentos via oral em seu tratamento, de acordo com a necessidade de cada caso.

Diabetes Tipo 2: medicamentos que impedem a digestão e absorção de carboidratos no intestino,  que  estimulam a produção pancreática de insulina pelas células e que estimulam a produção de insulina pelo pâncreas.

O Diabetes Tipo 2 normalmente vem acompanhado de outros problemas de saúde, como obesidade, sobrepeso, sedentarismo, triglicerídios elevados e hipertensão.

Por isso, é essencial manter acompanhamento médico para tratar essas outras doenças, que podem aparecer junto com o diabetes.

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